segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

É importante integrar a afetividade à prática docente? Poderá ela interferir na vida do educando, e do educador, a ponto de transformar a realidade educacional na qual vivemos?







Na escola, a afetividade vem sendo debatida e defendida há alguns anos por psicólogos, pedagogos, psicopedagogos, profissionais da educação e saúde em geral. Porém, percebemos ainda uma grande defasagem em prestar um serviço profissional que alie suas técnicas próprias à uma interação eficaz de desenvolvimento de um relacionamento baseado no emocional. Professores e educadores que incluíram essa teoria no seu cotidiano apontam para os evidentes resultados positivos que conseguiram alcançar. Mas, antes de pensarmos na escola como ambiente para desenvolvimento da personalidade da criança, devemos alertar para o fato de que esta criança, ao entrar na escola, já tem uma vida cheia de experiências, estímulos e respostas que aprendeu a dar diante de determinadas situações de sua vida diária. Assim sendo, vou tratar um pouco do papel da mãe, nos primeiros anos de vida da criança, na construção de uma personalidade saudável de seus filhos.


A problemática emocional está ligada aos conflitos interiores e dispersão do indivíduo, o que dificulta sua interação com o meio, prejudica sua capacidade de atenção, concentração e de relacionamento interpessoal. A figura materna tem papel decisivo na "prevenção" desses problemas. O afeto que ela dedica à criança, especialmente nos cinco primeiros anos de vida, é responsável por grande parcela da sua personalidade na vida adulta, pois a ligação mãe-filho nessa faixa etária é muito intensa e a criança se fixa na mãe, tendo-a como exemplo e modelo para suas atitudes futuras.

NOVAES (1984) nos mostra que a carência afetiva determina uma série de fatores que prejudicam o desenvolvimento global da criança, tanto no âmbito físico como psíquico. Essa carência pode ser identificada pela incapacidade do indivíduo em manter trocas afetivas normais com outros seres humanos. Segundo ela, esses sintomas diagnosticados na escola é conseqüência de um descontrole na relação mãe-filho, pois tanto a carência como o excessivo cuidado pode acarretar problemas emocionais graves na criança pequena.
O desvinculamento do seio da mãe poderá desencadear sintomas de angústia e mal-estar que variam conforme a sua idade, grau de dependência dos pais e, principalmente, quanto a natureza dos cuidados maternos. Essa angústia revela uma relação emocional e afetiva normal entre a mãe e a criança, pois retrata uma quebra no processo de afetividade que vem sendo construído por ambas (NOVAES, 1984).

Na escola, a criança terá dificuldades de adaptação ao meio de acordo com o grau de relacionamento com a mãe. Ao nascer, a criança se fixa naquela pessoa que ela considera de sua posse, no caso a mãe. Na escola ela terá de se relacionar com um número bem maior de pessoas ao qual está acostumada e isso é um fator importante na avaliação do desenvolvimento emocional da criança, funciona como um teste. Através dele podemos definir novos rumos na educação da criança e dos seus pais. A socialização com outras crianças de sua idade e professores é uma nova etapa no processo de formação da personalidade da criança e deve ocorrer de forma saudável. A escola deve oferecer um ambiente que evite a criança desenvolver angústias e mal-estar, característicos do afastamento da figura materna.
De acordo com NOVAES (1984) a carência afetiva materna não só produz choque imediato, mas deterioração progressiva, tanto mais grave, quanto mais longa e precoce for a carência. Essa deterioração é um processo evolutivo que pode culminar numa desintegração da personalidade, como também provocar distúrbios sérios na área somática. Enfim, a angústia provocada, em crianças pequenas, pela perda ou separação da figura materna determina mecanismos de defesa que podem comprometer e modificar a sua personalidade.

Há, dessa forma, uma grande importância do primeiro professor da criança, pois ele será, paraela, a substituição da mãe. Cabe então a esse profissional o devido cuidado de manter um bom relacionamento que dê continuidadeà relação saudável mãe-filho ou alterar seu comportamento para elevar a afetividade de uma criança que demonstra problemas emocionais decorrentes da relação que tem com sua mãe. Sendo assim, o professor não pode estar alheio à vida do aluno. É necessário que ele conheça os pais, seus problemas físicos, psíquicos e um pouco da vida que levava antes de ingressar na escola. Só assim poderá entender as dificuldades na adaptação da criança ao novo meio e no processo de aprendizagem.

Tanto o excesso como a falta de afeto pode prejudicar a aprendizagem. Por isso, sua maturidade afetivo-emocional deve estar até certo ponto desenvolvida quando esta é levada a ingressar na escola. Esse grau de maturidade é o que vai definir os rumos do desenvolvimento cognitivo da criança e para que tudo corra bem ela precisa ter um clima de segurança emocional tanto em casa como na escola.

Problemas físicos e psíquicos são facilmente identificados como indicadores dos problemas de adaptação e aprendizagem das crianças na escola. Não podemos deixar de lado os problemas emocionais. A escola e professores, especialmente os de maternal, devem prever e estar preparados para atender prontamente essas crianças com problemas emocionais decorrentes de sua relação familiar, propiciando-lhes um clima de estabilidade emocional e contribuindo para que o ingresso e permanência da criança na escola ocorram de maneira normal e tranqüila, onde haja uma socialização efetiva dessa criança com os professores e funcionários da instituição bem como com as demais crianças. O nível de aprendizagem deve ser avaliado observando o fator emocional que condiciona a criança a ter certas atitudes como desatenção, falta de concentração, apatia, agressividade ou indiferença, dificultando seu desenvolvimento cognitivo.

Problemas de natureza emocional e psíquica devem ser trabalhados em conjunto com a escola, família e um profissional, psicólogo ou psicopedagogo, que estará responsável pela avaliação e intervenção terapêutica auxiliada pelos professores e familiares da criança.
Todo professor em sua experiência docente e também discente acumula conhecimentos que serão utilizados tanto em sua prática como em sua vida pessoal. Conhecimentos resultantes principalmente de relacionamentos e vivências com os outros, ou seja, aprendemos, sobretudo, com o jogo da vida, onde uma pessoa sempre tem algo a ensinar a outra e, ao mesmo tempo, a aprender com ela.
Para FREIRE (1996) "... quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado", confirmando a necessidade de uma educação global, visando o completo desenvolvimento do indivíduo e a compreensão do docente de que o processo de ensino e aprendizagem não está centrado no conhecimento do professor, mas que deve ser construído e produzido a partir da interação deste com o educando. A criança deve ser estimulada em todas as habilidades e, para isso, o professor deve estar ciente de que ensinar é uma especificidade humana, não é transferir conhecimento, e exige a participação de todos os segmentos envolvidos.
Cuidar de nossos filhos e alunos faz parte da necessidade de perpetuarmos a nós e nossa espécie. Porém, na espécie humana esse cuidado não se resume apenas a apresentar-lhes o necessário à sua sobrevivência, como no estilo vegetal, ou fazê-los buscar o indispensável através de seus próprios recursos sem se preocupar com o que o rodeia, como no estilo animal, mas educar humanamente para o verdadeiro sentido de sermos humanos, a solidariedade. E esse objetivo só será alcançado por meio da formação de pessoas afetivamente bem educadas.

Por José Robério 


Fonte: http://joaopharaoh.blogspot.com/2011/07/e-importante-integrar-afetividade.html

A contribuição da fantasia na formação da personalidade infantil.
















 
 
 
 
 
Nesta seção faremos algumas considerações a respeito da importância da fantasia. De acordo com Corso (2006), ela se caracteriza por ser um mecanismo criado pelo homem para superar as dificuldades da vida. Através da Literatura Infantil, a fantasia influencia o imaginário da criança e mantém uma certa cumplicidade em relação às “viagens” do mundo imaginário.
Todorov (apud Corso, 2006), ao estudar o gênero do fantástico, situa-o entre o maravilhoso e o estranho. É próprio do maravilhoso, tal como definido por Todorov, ser um tipo de escrita na qual o elemento do sobrenatural aparece de forma natural, ou seja, segundo Todorov (apud Corso, 2006, p.40), “por mais malucos e oníricos que sejam os acontecimentos, não haverá estranhamento, pois está tácito de que estamos em outro registro, que tudo é totalmente fictício, que não se explica de nenhuma maneira”. Ainda segundo o referido autor, o fantástico se instaura quando há uma indecisão acerca da natureza de um acontecimento.

Para que o fantástico se sustente, portanto, é preciso que haja hesitação do leitor. (“Será que isso é verdade?/ É possível?”). Se decidirmos que se trata de um acontecimento sobrenatural, regido por leis estranhas às do mundo que conhecemos, então entramos no âmbito do maravilhoso. Se, ao contrário, conseguirmos dar uma explicação possível no mundo real, o acontecimento passa ao campo do simplesmente estranho. Além disso, para Todorov, o leitor deve ler o texto de uma determinada maneira, que não pode ser nem alegórica, nem poética. Ao fazer a diferenciação entre a tríade fantástico, estranho e maravilhoso na literatura, o conceito de Todorov sobre o fantástico foi e ainda é fortemente criticado, na medida em que se percebe que as fronteiras que separam os três gêneros são muito tênues, e o fantástico pode mesmo ser considerado um “gênero sempre evanescente”, ou seja, que desaparece, é fugaz e efêmero.

Algumas histórias tratam de temas que fazem parte da tradição de muitos povos e apresentam soluções para problemas universais, pois funcionam como válvula de escape e permitem que a criança vivencie seus problemas psicológicos de modo simbólico, saindo mais feliz dessa experiência. A obra de Bettelheim (2001) foi “a pedra fundamental” da produção psicanalítica sobre os Contos de Fadas, ensinando-nos os mecanismos de sua eficácia na vida das crianças – eficácia observada a partir do diálogo da criança com aquelas histórias que lhe agradam. De acordo com Corso (2006), retomando aspecto já destacado por Betttelheim, essas histórias oferecem soluções para possíveis conflitos e transmitem a mensagem de que a luta contra as dificuldades e os medos é inevitável, mas a vitória é possível.
Segundo Bettelheim (2001), os Contos de Fadas abordam – tendo como base o elemento fantástico - problemas interiores dos seres humanos e apresentam soluções válidas para qualquer sociedade, contribuindo para formar a personalidade e atuando significativamente no desenvolvimento emocional infantil. A criança aumenta seu repertório de conhecimentos sobre o mundo e transfere para os personagens seus principais dramas.

Para Corso (2006), o simbólico apresentado nas histórias infantis possui importância fundamental, pois expressa anseios humanos tais como: encontro e desencontro, angústia, medo, tristeza, alegria, amor e dor. O sentido da vida começa a ser traçado quando ainda a única linguagem entendida pela criança, é a do afeto. Deste modo, crianças sensibilizadas desde cedo para o universo da linguagem e para a utilização da capacidade simbólica tornam-se pessoas com um sentido de vida verdadeiro, capazes de lançar para o mundo um olhar de doação, generosidade e transformação.

Através dos Contos de Fadas, a criança vê representados no texto, simbolicamente, conflitos que enfrenta no dia a dia e encontra soluções para eles, pois as histórias em geral trazem um final feliz. Uma vez que os Contos de Fadas e as histórias infantis apresentam tamanha importância, cabe aqui sublinhar a relevância do papel exercido pela Escola e pelos professores – assim como pelos pais e por outros adultos que convivem com a criança – ao contar histórias. Fortuna (2005, p.2) aponta que é fundamental:

conversar sobre o que as crianças estão pensando a respeito do conteúdo das histórias, seu tema, a época e as condições em que a trama se passou. Mas, cuidado: não cabe ao adulto 'moralizar' as histórias, com frases do tipo "viu o que acontece quando não se obedece à mamãe?" O importante é que as hipóteses da criança possam ser externadas através da elaboração secundária, e que o adulto possa acolher o conteúdo de seu universo psíquico, em lugar de tentar dirigi-lo. Isto implica, da parte do adulto, muita generosidade, altivez e capacidade de brincar com a criança...
 
Texto retirado do artigo de Leila Bergmann


Fonte: http://joaopharaoh.blogspot.com/2011/05/contribuicao-da-fantasia-na-formacao-da.html

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL.



Desenvolver o interesse e o hábito pela leitura é um processo constante, que começa muito cedo, em casa, aperfeiçoa-se na escola e continua pela vida inteira. Existem diversos fatores que influenciam o interesse pela leitura. O primeiro e talvez mais importante é determinado pela “atmosfera literária” que, segundo Bamberguerd (2000, p.71) a criança encontra em casa. A criança que houve histórias desde cedo, que tem contato direto com livros e que seja estimulada, terá um desenvolvimento favorável ao seu vocabulário, bem como a prontidão para a leitura. De acordo com Bamberguerd (2000) a criança que lê com maior desenvoltura se interessa pela leitura e aprende mais facilmente, neste sentido, a criança interessada em aprender se transforma num leitor capaz. Sendo assim, pode-se dizer que a capacidade de ler está intimamente ligada a motivação. Infelizmente são poucos os pais que se dedicam efetivamente em estimular esta capacidade nos seus filhos. Outro fator que contribui positivamente em relação à leitura é a influência do professor. Nesta perspectiva, cabe ao professor desempenhar um importante papel: o de ensinar a criança a ler e a gostar de ler.

Professores que oferecem pequenas doses diárias de leitura agradável, sem forçar, mas com naturalidade, desenvolverão na criança um hábito que poderá acompanhá-la pela vida afora. Para desenvolver um programa de leitura equilibrado, que integre os conteúdos relacionados ao currículo escolar e ofereça uma certa variedade de livros de literatura como contos, fábulas e poesias, é preciso que o professor observe a idade cronológica da criança e principalmente o estágio de desenvolvimento de leitura em que ela se encontra. De acordo com Sandroni & Machado (1998, p.23) “o equilíbrio de um programa de leitura depende muito mais do bom senso e da habilidade do professor que de uma hipotética e inexistente classe homogênea”. Assim, as condições necessárias ao desenvolvimento de hábitos positivos de leitura, incluem oportunidades para ler de todas as formas possíveis. Freqüentar livrarias, feiras de livros e bibliotecas são excelentes sugestões para tornar permanente o hábito de leitura.

Num mundo tão cheio de tecnologias em que se vive, onde todas as informações ou notícias, músicas, jogos, filmes, podem ser trocados por e-mails, cd’s e dvd’s o lugar do livro parece ter sido esquecido. Há muitos que pensem que o livro é coisa do passado, que na era da Internet, ele não tem muito sentido. Mas, quem conhece a importância da literatura na vida de uma pessoa, quem sabe o poder que tem uma história bem contada, quem sabe os benefícios que uma simples história pode proporcionar, com certeza haverá de dizer que não há tecnologia no mundo que substitua o prazer de tocar as páginas de um livro e encontrar nelas um mundo repleto de encantamento. Se o professor acreditar que além de informar, instruir ou ensinar, o livro pode dar prazer, encontrará meios de mostrar isso à criança. E ela vai se interessar por ele, vai querer buscar no livro esta alegria e prazer. Tudo está em ter a chance de conhecer a grande magia que o livro proporciona. Enfim, a literatura infantil é um amplo campo de estudos que exige do professor conhecimento para saber adequar os livros às crianças, gerando um momento propício de prazer e estimulação para a leitura. 
 
Fonte: http://joaopharaoh.blogspot.com/2011/07/importancia-da-leitura-no.html

Matemática na Educação Infantil.



A qualidade do ensino de matemática na Educação Infantil é de grande importância, pois é nessa faixa escolar que o aluno inicia seus contatos com essa disciplina. A proposta de trabalho deve incorporar os contextos do mundo real, as experiências e a linguagem natural da criança no desenvolvimento das nações matemáticas elevar o aluno a ir além do que parece saber, tentando compreender como ele pensa, que conhecimento traz de sua experiência no mundo e fazer as interferências no sentido lê levar a ampliar progressivamente suas noções matemáticas.


Além de habilidades linguísticas e lógico-matemáticas uma proposta didática deve proporcionar aos alunos de Educação Infantil chance de ampliar suas competências espaciais, pictóricas, corporais, musicais, interpessoais e intrapessoais, que servem como rotas, para que possam aprender matemática.

Um exemplo é o desenvolvimento de atividades que exijam o corpo da criança em ação e a reflexão sobre os movimentos realizados. Isso significa que, ao mesmo tempo em que se propicia o desenvolvimento da competência corporal, essa mesma competência pode ser usada como porta de entrada para outras reflexões mais elaboradas, envolvendo contagens, comparações, medições e representações através da fala ou de desenhos.
 
Fonte: http://joaopharaoh.blogspot.com/2011/08/matematica-na-educacao-infantil.html

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Passo a Passo de um Plano de Aula

Projeto e Plano de Aula: Passo a passo

 


1º Passo: Tema
Escolha um tema geral para a sua aula;
2º Passo: Série ou turma
É preciso ser identificado para saber qual o tipo de atividade poderá ser aplicado para os alunos de acordo com a sua idade e suas dificuldades;

3º Passo: Duração
Nem sempre a duração do plano de aula ou de um projeto tem a duração prevista ou recomendada, pode ser que dure mais ou menos, depende muito do tempo e do processo de andamento de cada atividades e das dificuldades da turma, o importante é que vc consiga chegar ao objetivo principal do seu temo escolhido;

4º Passo: Disciplina
Qual a matéria escolar que está encolvida com o tema;

5º Passo: Objetivos
Como todo projeto e plano de aula, o objetivo é a parte central do trabalho, como o nome já diz, é o objetivo que vc qr alcançar com os seus alunos.
Importante, nesta estapo do processo, você deverá usar verbos no tempo presente, como:
- Desenvolver a ação coletiva;
- Articular o cotidiano com a vida escolar;
- Despertar o impteresse pelo assunto;
- Instigar o trabalho em grupo;

6º Passo: Desenvolvimento
Aqui você vai colocar as suas idéias de como ira desenvolver o tema escolhido, propondo atividades, brincadeiras, jogos, diálogos, como irá utilizar os recursos escolhidos, etc;

7º Passo: Recursos
São materias que vc irá utilizar em sala de aula, como: som, livro didático, lápis de cor, cd, quadro negro, materias rescicláveis, etc;

8º Passo: Avaliação
Avaliar qual o desempenho da criança durante o processo de ensino e arendizagem durante a aula. Qual foi a sua meta? Conseguiu alcançá-la? Avalie o trabalho indivial e o trabalho em grupo, e qual o conhecimento adiquirido por seu aluno durante o projeto.

AFETIVIDADE EM SALA DE AULA

AFETIVIDADE EM SALA DE AULA

 

Atualmente, muito se tem discutido e debatido sobre educação, e, com ela abre-se os debates para as questões afetivas estimulando e promovendo a aprendizagem.

Segundo o dicionário de Língua Portuguesa, afetividade significa um conjunto de fenômenos psíquicos que manifestam sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor, insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.

O afeto, palavra que se origina do latim (afetar, tocar) é o elemento básico da afetividade, apresenta-se como manifestações dos sentimentos e se desenvolve na interação com o outro.

É através desta interação que o indivíduo recebe e doa afeto e, consequentemente, manifesta seus sentimentos.

No aspecto pedagógico, as relações afetivas que são estabelecidas entre professor e aluno criam um “campo” ou “vínculo” que estimulará e fornecerá condições para o desejo de aprender, sejam quais forem os conteúdos.

É através do vínculo estabelecido nesta relação, que o aluno transferirá ao professor seus valores e sentimentos, colocando-o em uma aura especial, como um ser especial, uma autoridade.

Diante disto, então, percebe-se que o professor ocupa um lugar de extrema importância nesta relação, pois cria situações afetivas objetivando, não só promover a aprendizagem, mas ajudar o aluno a desenvolver-se em um ambiente de confiança, segurança e respeito.

Para tal, este professor deve abrir-se para que as situações afetivas aconteçam em sala de aula, escutando, tocando, olhando, estimulando, respeitando e dialogando com seus alunos e alunas.

Muitas pessoas confundem afetividade com “melosidade”. Diferentemente deste, afetividade é o compromisso docente, é a preocupação com o aluno, é o bem querer, é o comprometimento com uma educação que forme o indivíduo para viver e conviver na sociedade de forma autônoma.

O professor que permite que o afeto flua no ambiente da sala de aula, compromete-se com o desenvolvimento global de seu aluno e que, refletirá em toda a existência deste aluno(ser na essência e sujeito em formação).

Na relação professor e aluno perpassam muito mais que conteúdos pré estabelecidos, transitam valores, sonhos, estímulos, sentimentos, alegria... e o professor de posse do reconhecimento que os vínculos afetivos promovem, oportuniza o desenvolvimento do autoconceito positivo deste aluno e, com isto, potencializa seu sentimento de competência.

disponível em: http://depalavraempalavrainclusao.blogspot.com/2011/05/afetividade-em-sala-de-aula.html


 

11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho

11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho

Contar histórias, deixar bilhetinhos na geladeira, fazer lista de compras em voz alta - essas são apenas algumas ações que ajudam na alfabetização das crianças

 

Você sabia que os pais também podem ajudar na alfabetização de seus filhos? Isso mesmo! Mas não se preocupe, pois não se trata de ter de ensinar formalmente a criança a ler e a escrever, função esta do professor. Você pode, isso sim, tornar o ambiente de convivência da criança repleto de atos de leitura e escrita, de forma a inseri-la desde cedo no mundo das letras. Em suma, deixar o ambiente doméstico mais alfabetizador. "Isso acontece quando, por exemplo, a mãe deixa bilhetinhos na porta da geladeira, apontando a finalidade do ato para a criança: ‘vamos deixar esse recadinho para o papai avisando-o que iremos nos atrasar para o jantar’. Ou quando, antes de começar um novo jogo (de tabuleiro, por exemplo), ela propõe ao filho que eles leiam as regras juntos", exemplifica a educadora Cida Sarraf, que leciona no curso de pedagogia do Centro Universitário Salesiano e da Faculdade Mozarteum, ambos em São Paulo.



Maria Claudia Sondahl Rebellato, assessora pedagógica na produção de material didático em Curitiba-PR, acredita que, quando a criança é inserida nessas atividades rotineiras, ela acaba percebendo a função real da escrita e da leitura, e como elas são importantes para a nossa vida. E, dada sua curiosidade nata, ela vai querer participar cada vez mais e buscar o conhecimento dos pais.



A criança que cresce em constante contato com a leitura e a escrita acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiências que vão fazer a diferença na hora de ela aprender a ler e a escrever efetivamente. "Isso explica o fato de, numa mesma sala de 1º ano, professores se depararem com algumas crianças praticamente alfabetizadas e outras que sequer entendem a função do bilhetinho na porta da geladeira ou que a linguagem escrita se relaciona com a oral, porque viveram experiências muito discrepantes em casa", argumenta Cida Sarraf.



Leia abaixo as 11 maneiras de deixar o ambiente de sua casa mais alfabetizador, ajudando seu filho a passar com tranquilidade pela alfabetização o que, aliás, é fundamental para ele ter sucesso nas etapas futuras do aprendizado e do conhecimento, e as reportagens relacionadas:


Eles são:















disponível em:http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/ajudar-alfabetizacao-seu-filho-470463.shtml

Conceitos Matemáticos